A vida da família Cannarelli, em Brookhaven (Nova Iorque), mudou radicalmente quando Barley, uma cadela da raça Golden Retriever, foi diagnosticada com epilepsia. Embora a medicação tenha conseguido controlar as convulsões, o tratamento trouxe um efeito secundário devastador: a perda da sua energia e alegria contagiantes.
“Ela perdeu o seu brilho, a sua alegria, a sua vivacidade”, revelou a tutora, Tori Cannarelli, em entrevista ao The Washington Post. A cadela passou a passar a maior parte dos dias abatida e a dormir, distante do animal brincalhão que sempre fora. Mas tudo mudou em maio de 2024, com a chegada de Louie, um pato com apenas quatro dias de vida. O impacto foi imediato no momento em que se viram pela primeira vez, a verdade é que estabeleceu-se uma ligação mágica.
Uma recuperação sobre duas (e quatro) patas
A presença de Louie funcionou como um verdadeiro estímulo emocional para Barley. Em poucas semanas, a cadela voltou a correr pelo quintal, a procurar brincadeiras e a demonstrar a vitalidade que a medicação lhe tinha roubado. Hoje, os dois são inseparáveis. Louie segue a companheira por toda a casa e pela área exterior, participando em brincadeiras de corrida e até em pequenas “lutas” carinhosas. A cumplicidade é tanta que chegam a disputar a comida diretamente das tigelas um do outro.
“O pato não faz ideia de que é um pato. Pensa que é um cão”, diverte-se Tori.
O poder dos laços interespécies
Esta dinâmica tem uma explicação científica. Segundo Stanley Coren, professor de Psicologia na Universidade da Colúmbia Britânica e especialista em comportamento animal, não é invulgar que animais de espécies diferentes adotem comportamentos mútuos quando convivem de perto.
Coren destaca ainda que os Golden Retrievers estão entre as raças de cães com maior facilidade e predisposição para criar laços afetivos com outros animais. “Existe realmente um laço emocional e este pode ultrapassar as barreiras das espécies”, explicou ao The Washington Post.
Sucesso nas redes sociais e cuidados reais
A história de superação e amizade transbordou para o mundo digital. A conta de Instagram dedicada à dupla (@duckandadog) já reúne mais de 200 mil seguidores, encantados com os vídeos e fotografias do dia a dia de Barley e Louie. O pato tornou-se de tal forma um membro oficial do lar que até já tem lugar garantido no tradicional cartão de Natal da família.
Apesar do encanto da história, Tori faz questão de deixar um alerta: ter um pato como animal de estimação exige muita dedicação, limpeza constante e cuidados diários específicos.
Ainda assim, para a família, todo o esforço vale a pena ao ver a alegria de Barley restabelecida — e a oportunidade de partilhar essa luz com o mundo. “Quero dar às pessoas um motivo para sorrirem”, remata a tutora.