Provedoria do Animal de Lisboa cria Guia de Emergência para Pet
Com o objetivo de ajudar os tutores a proteger os seus animais de estimação em casos de emergência, a Provedoria Municipal dos animais de Lisboa apresenta o “Guia de Emergência para Pet”. A elaboração deste documento contou com o apoio da Câmara da Municipal de Lisboa, de várias juntas de freguesia e da Liga dos Bombeiros Portugueses, trata-se de um autêntico manual rápido, com o passo-a passo para os tutores saberem como auxiliar os seus animais em caso de emergência.
Em comunicado, a Provedoria do Animal de Lisboa explica que “os tempos mudaram e vivemos um período onde estamos mais despertos para situações de emergência de grande escala. Os tutores dos animais não são obrigados a saber o que fazer, precisam de orientação fidedigna, descodificada e que vá além dos retalhos colocados aqui e ali nas redes sociais. Pedro Emanuel Paiva, Provedor do Animal de Lisboa e responsável pela Provedoria com o mesmo pelouro, acrescenta que “é por isso que estamos muito satisfeitos de ver como parceiros a Liga dos Bombeiros Portugueses, entidade de referência no que toca a especialistas em socorro, de norte a sul do país e ilhas”.
Do lado da Liga, António Nunes, Presidente do Conselho Executivo desta entidade, não tem dúvidas: “a Liga dos Bombeiros Portugueses é parceira desta iniciativa, ciente da importância que terá na prestação de informação fundamental e concisa em situação de emergência. A iniciativa aposta, também, na sensibilização para maior conhecimento das necessidades animal, logo, apontando um conjunto de ações que o garantem”.
O “Guia de Emergência para Pet” é o mote de uma campanha que arranca hoje dia 25 de junho de 2025 e que consiste num folheto distribuído gratuitamente à população, bem como colocado no site da Provedoria, em locais acessíveis aos munícipes através de QR Code, para que chegue digitalmente ao maior número de pessoas possível sem contribuir para o aumento da pegada de carbono.
Em comunicado, Pedro Emanuel Paiva refere que esta ação “pretende abordar um tema que tem gerado diversas discussões, em múltiplos setores, na sociedade atual: a inclusão dos animais nas políticas de Emergência e de Proteção Civil”, ao mesmo tempo que prepara os tutores de animais de companhia sobre quais os procedimentos a ter em conta antes, durante ou após uma catástrofe. Para o Provedor, “só assim é possível iniciar a sensibilização da sociedade civil e das autoridades para a prevenção do abandono, de ferimentos, ou até mesmo da morte dos animais em situações de emergência. É um primeiro passo, estou confiante que se seguirão muitos outros vindos de vários quadrantes com responsabilidade na matéria”.
O primeiro exemplo dessa reação em cadeia está precisamente na parceria com a Liga dos Bombeiros Portugueses. Também António Nunes considera que “sendo louvável a manutenção de animais de companhia, contudo, importa que os cidadãos o façam com o respeito e as condições necessárias. Para isso, contribuiu sem dúvida o Guia em causa”.
O manual explica aos tutores o que devem fazer antes, durante e depois da emergência, sendo que o “Guia de Emergência para Pet” está munido de um QR Code, indica quais os artigos que devem constar do Kit de Emergência Pet, apresenta um Diretório de Socorro Animal e explica o acesso ao Botão de Socorro Animal.
Na nota de imprensa enviada o Provedor do animal justifica que esta campanha pretende, mais do que qualquer outro objetivo, “produzir uma abordagem mais humanitária, multidisciplinar, empática e abrangente em relação à gestão de crises, onde se encontram vidas não humanas por salvar”, acrescentando ainda, preocupado, que “faltam criar no município protocolos específicos que garantam a proteção e o bem-estar dos animais, durante as emergências”.
A preocupação da Provedoria dos Animais é tão mais legítima quanto o facto de na área de Lisboa existirem diversos equipamentos que albergam animais, onde não se conhecem quaisquer medidas preventiva de evacuação em caso de catástrofe, embora o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Lisboa, de 2017, mencione a necessidade de assegurar o bem-estar animal. Entre os exemplos, estão a Quinta Pedagógica dos Olivais, que tem ao seu cuidado cerca de 100 animais – entre vacas, burros, ovelhas, cabras, porcos, cavalos, patos, galinhas e outras espécies –, no Jardim Zoológico de Lisboa, onde vivem mais de dois mil animais, de 360 espécies diferentes, ou na Casa dos Animais de Lisboa, onde se encontram mais de 500 animais, entre canídeos e felídeos.
A campanha, cuja produção contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, está a correr em 36 dispositivos publicitários nas principais artérias da cidade de Lisboa, contando ainda com a sensibilização dos mais pequenos, nas escolas, através das ações levadas a cabo nas unidades de ensino do Programa Resist. “Vivemos numa sociedade de riscos, é fundamental a literacia infantil para o risco, desta forma intervimos preventivamente e simultaneamente construímos uma sociedade mais resiliente e mais bem preparada”, conclui Pedro Emanuel Paiva.
Contacto para mais informações: telemóvel 910 408 954

