Dizem que o amor e a saudade também curam. Para quem partilha a vida com um cão ou um gato, a resposta é óbvia: eles não são apenas animais de estimação, são família. A pensar no impacto emocional que a separação causa tanto nos tutores como nos patudos, o hospital decidiu abrir as portas aos reencontros que, em muitos casos, podem valer tanto ou mais do que um medicamento.
O poder terapêutico dos nossos fiéis amigos
A ausência da rotina diária e o afastamento dos companheiros de quatro patas podem tornar o internamento hospitalar ainda mais difícil. Diversos estudos já comprovaram que o contacto com os animais reduz a ansiedade, diminui o stress e alivia a sensação de solidão. Com esta medida, o Hospital de São João reforça uma visão moderna da medicina: cuidar da saúde de alguém também passa por cuidar das suas ligações afetivas.
“Há reencontros que transformam o ambiente hospitalar e trazem uma lufada de esperança e bem-estar psicológico essencial para a recuperação dos doentes.”
Como funcionam as visitas?
Para garantir que o ambiente hospitalar continua seguro e confortável para todos, as visitas não são automáticas e seguem regras rigorosas:
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Avaliação médica: Cada pedido é analisado caso a caso pela equipa clínica, avaliando o estado de saúde do doente.
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Check-up do patudo: Os animais têm de apresentar um bom estado de saúde, vacinação em dia, higiene adequada e um comportamento sociável e calmo.
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Zonas restritas: A entrada continua proibida em áreas de elevado risco de infeção ou onde a presença do animal possa comprometer os cuidados médicos.
Uma tendência que veio para ficar
Embora as Terapias Assistidas por Animais (com cães treinados) sejam cada vez mais comuns, a permissão para que um doente receba o seu próprio cão ou gato ainda é um cenário que está longe do pretendido em Portugal. De qualquer forma, o Hospital de São João junta-se assim à lista de unidades de saúde em portugal que coloca o bem-estar emocional no centro da recuperação.
Parabéns pela iniciativa! 🐾